Sobre 2018-04-13T15:58:16+00:00

Luiz Fuganti, filósofo, pensador nômade da filosofia da diferença e clínico.

Desde a juventude, enquanto cursava a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, encontrou aliados para seu pensamento inquieto, e foi profundamente tocado pelos pensamentos filosóficos de Nietzsche, Deleuze e Spinoza; e acabou por mergulhar de vez na filosofia. Em seu mestrado propôs uma investigação inédita acerca do pensamento medieval, em Duns Scot. Em 1986 começou a criar diversos cursos livres de filosofia e ministrá-los de modo nômade, entre eles, a Formação do Pensamento Ocidental, Educação para a Potência, Ética como Produção de Si, Devires da Vida Forte, Linhas de Ruptura do Desejo para Revolucionar o Cotidiano, Mil Platôs, Esquizoanálise e a Micropolítica dos Afetos, Formação em Esquizoanálise, Capitalismo e Esquizofrenia, Desejo e Liberdade em Bergson e Deleuze, Nietzsche e o Eterno Retorno, Spinoza em Dois Movimentos, A Evolução Criadora de Bergson, entre outros.

É idealizador da Escola Nômade de Filosofia, – um movimento nômade de pensamento e práticas de criação de si, atuando na implementação de movimentos éticos e estéticos em arte e cultura. Realizou durante 8 anos, de modo inteiramente gratuito, o projeto Cinema Nômade, tanto para o público em geral em eventos abertos, em equipamentos culturais e também em escolas públicas de todos os níveis de ensino. Se envolveu também na implementação e gestão do Ponto de Cultura Movimentos Nômades de Cultura, oferecendo oficinas e laboratórios de cinema, arte e filosofia para todas as idades.

É autor do livro Saúde, Desejo e Pensamento, considerada uma das maiores referências e melhores introduções ao pensamento nômade e à filosofia da diferença.

Como pensador da saúde, um dos focos principais de sua atuação é problematizar uma instrumentalização para a prática da esquizoanálise, desconstruindo noções e práticas presentes em um tipo de clínica que enquadra a vida em formas de assujeitamento.
Realizou um ciclo de conferências na África, Moçambique, levando problematizações como Saúde integral, Poder e Cultura, Ética e Política, Arte e Cultura, e Ética como potência e moral como servidão.

Como interventor do Pensamento nômade na arte,  sua obra abrange entre outras: Criação de si como obra de arte, A Arte e o problema da Expressão, o Corpo como Palco de um Combate, Corpo em Devir, Corpo sem órgãos.